Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

just say it

este é um contributo para chegarmos a quem está do lado de lá, porque importa sermos mais activos e disponíveis para o que está em nosso redor. a surpreender na forma como o fazemos. a termos mais e melhores resultados.

just say it

este é um contributo para chegarmos a quem está do lado de lá, porque importa sermos mais activos e disponíveis para o que está em nosso redor. a surpreender na forma como o fazemos. a termos mais e melhores resultados.

para o meu filho

há momentos na vida em que a vida mete medo. a sério. e nem se consegue pensar que a situação nos vai fazer rir, eventualmente, algum tempo depois. não dá no momento.

para alguns de nós, a primeira vontade, o primeiro instinto é fugir. dali. da situação. das pessoas. do enquadramento. alguns de nós fogem. outros ficam. sempre fui das de ficar. para ver no que dá. instintivamente consigo decidir o que vale a pena do que não vale. e nas que parecem valer, fico.

raramente fugi. e quando o fiz, não perdi tempo a pensar no que poderia ter acontecido. não importa, não é? pelo menos para mim. 

quando o meu filho me diz que quer seguir um caminho para fugir de outro, não consigo deixar de pensar nas estratégias que todos criamos para lidar com os problemas, ou situações, que nos vão surgindo. a cada situação, a cada contrariedade, lembro-lhe que vale sempre a pena decidir com base no que queremos. fugir do que não queremos não é, na maior parte das vezes, o caminho. até porque a vida, ou o destino, se vai encarregar de trazer um desafio maior. 

enfrentar algo custa. mas saber que há mais para além dos obstáculos dá-nos outro conforto. como já ouvi dizer, antes de chegar ao topo do everest há uma sucessão de outras chegadas. destinos intermédios que aproximam do objectivo. e nos levam para além do início da jornada. do caminho. ou da escalada. ou qualquer outra metáfora que apeteça. 

para quê pensar no que não queremos?

porque não pensar: e onde queremos chegar? como é quando lá chegarmos? quando olharmos à nossa volta? como é que respiramos nesse momento? o nosso coração bate, arrebatador? os nossos olhos vêm melhor todas as cores e movimentos em nosso redor?

vai por mim, meu filho, não te vais arrepender: traz a ti todas as tuas esperanças. todos os teus sonhos. deixa-os vibrarem dentro de ti, como a melhor música que te anima. sentirás então toda avontade de seguir. de ultrapassar o que te atrasa. vai.

bjs mãe

decidir.jpg