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just say it - Guia prático para se fazer ouvir

este é um contributo para comunicar melhor e chegar a quem está do lado de lá, na audiência, seja uma cara ou duas ou imensas. para termos mais e melhores resultados. para comunicarmos e sermos recordados.

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09 de Março, 2020

não é o que disseste, mas como disseste

claudia nogueira

tom de voz.jpg

 

dizem os observadores mais comuns que o perigo está no tom que imprimimos às palavras que escolhemos dizer. qualquer casal já observou entre si que os momentos mais tensos correspondem à forma - ainda que as palavras possam não ter sido assim tão bem medidas:)

nos dias que correm escrevemos mais do que falamos, seja por sms, mails, WhatsApp. instigamos a ideia de resumo, de assertividade em posts corridos que se baseiam numa ideia. e resistimos-lhes. resmungamos por que tanto mais há para dizer.

e ainda assim, com o esforço de democratização da palavra, tendemos a olhá-la pelo ângulo do formalismo. e para quê?

porque queremos impressionar - de vez em quando -, não queremos fazer más figuras - de quando em vez -, ou simplesmente não arriscamos inventar a roda que alguém já escreveu. e recorremos ao mesmo conteúdo que lemos e recolhemos de sites, artigos, brochuras ou apresentações.

para nossa surpresa, muitas vezes não resulta. as caras à nossa frente, os olhos que nos avaliam, vão à sua vida para ‘dentro’ ou para o telefone. para listas de afazeres e preocupações ou para agenda e redes sociais mesmo ao dedo de semear.

o que fazer?

não perder de vista - POR FAVOR - que falar não é escrever. ainda que haja um guião, o circuito de palavras não pode ser o mesmo. ainda que soe lindamente dentro da nossa cabeça, não! por favor, não!

mesmo que a escrita seja mais por meios menos formais.

tenhamos então atenção ao que dizemos, não só ao que nos sai pela boca mas também ao como. o tom que escolhemos, a carga que vamos depositar em cada palavra. a história que acompanha essa carga.

e não vamos perder de vista o que queremos que aconteça, assim que as palavras saiam. queremos lançar a dúvida? ou queremos que ajam em nossa volta? o tom a adoptar não terá nada a ver entre as duas, certo? queremos inspirar ou simplesmente queremos que quem está na nossa frente se reveja nas nossas palavras?

de uma forma positiva, construtiva: tenhamos mais atenção às palavras e, com elas, às ligações que estabelecemos. às relações que criamos. indecentemente se são pessoais ou profissionais. sendo cada um de nós apenas uma pessoas, seremos tudo o que conseguirmos ‘pôr’ dentro, seja de casa seja do escritório, do ginásio ou de onde for.

 

Be Great!

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