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just say it

este é um contributo para chegarmos a quem está do lado de lá, porque importa sermos mais activos e disponíveis para o que está em nosso redor. a surpreender na forma como o fazemos. a termos mais e melhores resultados.

just say it

este é um contributo para chegarmos a quem está do lado de lá, porque importa sermos mais activos e disponíveis para o que está em nosso redor. a surpreender na forma como o fazemos. a termos mais e melhores resultados.

mitos urbanos na comunicação

depois de anos e anos a trabalhar com pessoas de formação, idade ou origem tão díspares, posso começar a trabalhar sobre os mitos - urbanos ;) - que assumimos em comunicação.

o primeiro, aquele que afecta a maioria, é o mito da voz formal. ligue-se a câmera, apontem-nos o microfone, ligue-se o gravador, e lá aparece

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 o complicómetro. temos de parecer inteligentes, soar inteligentes.

a voz fica monocórdica, a tensão evidente em todo o corpo e as palavras... bem, no limite tornamo-nos maçadores. 

o tema mais simples ou o mais caricato, é descrito em frases longas, sem conclusão. as ideias ao invés de simples, são enriquecidas com advérbios, qualificadores, que disfarçam a acção, a conclusão.

baralhamos os outros. aqueles com quem queremos falar e que queremos que nos ouçam, que nos recordem, ficam enredados e perdidos. até desistirem de acompanhar o discurso confuso.

somos humanos. gostamos da proximidade a outras pessoas. para quê complicar então?

para melhor chegar à outra parte, podemos ser tão simples quanto seríamos a resumir uma ideia a um amigo, a uma criança. basta sabermos que quanto mais directos formos mais depressa nos acompanham. quanto melhor fecharmos ideias, mais assertivos conseguimos ser. 

simplificar pode desfazer efectivamente o mito da voz formal. pode criar uma nova forma, mais eficiente, de chegar ao outro. de comunicar, portanto.

 

Be Great!

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