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just say it - Guia prático para se fazer ouvir

este é um contributo para comunicar melhor e chegar a quem está do lado de lá, na audiência, seja uma cara ou duas ou imensas. para termos mais e melhores resultados. para comunicarmos e sermos recordados.

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18 de Junho, 2020

A Intenção da comunicação

claudia nogueira

O modelo tradicional de comunicação previa o emissor, responsável por lançar a mensagem, o receptor (ou audiência), que receberia a mensagem e podia fazer algo com ela, caso não houvesse ruído. Dar feedback.

No entanto, ao emissor não podem bastar os conteúdos que traga com ele (a mensagem) para que cumpra com a sua intenção! Ele pode trazer ruído nele próprio, com um discurso pouco claro, uma voz pouco segura e uma imagem não compatível.

Por isso, a minha metodologia começa por identificar o meu OBJECTIVO. O que quero que aconteça de facto com o que vou dizer? No meu caso, quero aliviar-lhe a sua vida, ajudar na preparação da sua comunicação, para que em qualquer situação – a falar com a mãe, o pai, o namorado ou namorada, com o chefe, com o colega, com o professor ou o cliente – saiba o que deve prever para conseguir o que pretende.

Primeiro de tudo, definir esse objectivo, corresponde à intenção. Deixe de parte todos os objectivos que não fazem vibrar uma intenção clara e forte. Por exemplo, deixe de parte ideias mornas como apresentar ou informar – excepto quando tem mesmo de ser, mas saiba que não costumam animar audiências. Um músico em palco não vem apresentar o último álbum, antes ‘incendiar’ a multidão, fazer os fãs dançarem, cantarem, vibrarem com a sua música. É uma intenção totalmente diferente, principalmente na forma como se apresenta. Mesmo com um professor, não estamos a apresentar um trabalho, estamos a candidatar-nos a uma boa nota, correspondente ao esforço. Certo? Logo é diferente de apresentar.

Defina então qual o OBJECTIVO. ESCREVA-O E DIGA-O EM VOZ ALTA. PODE ALTERAR ATÉ SENTIR ORGULHO NAS SUAS PALAVRAS! ATÉ SENTIR A INTENÇÃO CLARIFICAR-SE E OCUPAR ESPAÇO, NO DISCURSO, NA VOZ, NAS MÃOS E NOS OLHOS!

O objectivo deve ser fácil de transmitir por palavras às pessoas que terá na sua frente. E deve ser repetido, sem medos, ao longo da sua exposição, desde o início ao fim. Sem margem para dúvidas, a pessoa ou as pessoas na sua frente devem saber claramente o que é esperado delas. Essas pessoas são a sua AUDIÊNCIA, outro elemento da metodologia a considerar. Quem é ou quem são as pessoas que vão estar na sua frente? Conhece-as? O que querem saber sobre o tema que lhes traz? O que lhes traz que lhes possa interessar? Não perca de vista, nunca, este ponto de vista: o que ganham em ouvir o que tem para dizer? Assim vai atingir, certeiro, a sua audiência!

Atingir com as suas PALAVRAS (a mensagem), as que dão força ao seu objectivo. Os exemplos que ajudam a audiência a perceber melhor o que diz. Junte-lhes EMOÇÃO, a cola das palavras e das ideias. A garantia de que as pessoas levam, efectivamente, para casa o que vai dizer. É o que ganha com isso e que lhes oferece. Voltando aqui, terá melhor comunicação quando deixar de querer impressionar a audiência com a sua preparação técnica. É o que marca a diferença na comunicação da Apple, por exemplo, quando Steve Jobs mudou o curso da comunicação tecnológica e apresentou o iPhone, que nos dava a oportunidade de ouvir música, pesquisar qualquer coisa na internet, mandar mensagens que podiam até ser fotografias, tiradas com o telefone, claro!, e até podíamos usar para telefonar! O mundo das comunicações e a própria tecnologia nunca mais foi o mesmo. Porque entrou no dia-a-dia, pôs-nos a todos como proprietários e utilizadores e apreciadores. Tudo e mais alguma coisa! Zero foco nos elementos técnicos do telefone, nada sobre as funcionalidades ou facetas tecnológicas. O foco estava na experiência, o que verdadeiramente levou à procura esmagadora pelo novo produto.

Pode pensar: ‘bem, mas eu não tenho nenhum iPhone para apresentar!’. Pois não. Mas porque não trabalhar a sua comunicação como se tivesse? O que mudaria? Provavelmente deixaria de ser sobre o seu ponto de vista para se centrar na audiência. E isso faz toda a diferença. Acredite!

Vista-se de acordo com a sua intenção, e de acordo com o nível de formalidade esperado para a situação. Fale também com as mãos, com o sorriso e com os olhos. Em conjunto são a parte do NÃO-VERBAL que reforça ideias, que acrescenta expressão e que no limite faz com que acreditem em nós.

O que falta à metodologia que resumi em OBJECTIVO - INTENÇÃO / AUDIÊNCIA / PALAVRAS - EMOÇÃO / NÃO-VERBAL? A preparação.

Se quer ter melhor comunicação aplique-se, como se fosse ao ginásio: encontre os momentos na sua vida, na sua agenda, para pôr esta metodologia em prática. Vai ter uma conversa importante com alguém: o que quer que aconteça? Trabalhe, a partir daqui, em voz alta, para encontrar o que funciona de forma mais rápida. Encontre a sua intenção que trabalha como objectivo. Conhece a pessoa ou as pessoas a quem se vai dirigir? O que mexe mais com elas? Antecipe as perguntas, as dúvidas que lhe podem trazer e com isso vai poder melhorar o seu próprio discurso. Faça de conta que está no momento e diga as suas palavras, atente ao que pode surgir, a potenciais quebras, a palavras difíceis. Melhore, mude, antecipe argumentos. Ligue-se de verdade à sua intenção e a emoção virá ao de cima. E o não-verbal vai acompanhar as palavras.

Be Great!

 

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