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just say it - Guia prático para se fazer ouvir

este é um contributo para comunicar melhor e chegar a quem está do lado de lá, na audiência, seja uma cara ou duas ou imensas. para termos mais e melhores resultados. para comunicarmos e sermos recordados.

just say it - Guia prático para se fazer ouvir

este é um contributo para comunicar melhor e chegar a quem está do lado de lá, na audiência, seja uma cara ou duas ou imensas. para termos mais e melhores resultados. para comunicarmos e sermos recordados.

23 de Março, 2020

Imagem em tempo de isolamento

claudia nogueira

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Nestes tempos, afastados que estamos dos nossos contactos habituais, a tecnologia tem sido um dos factores críticos para mantermos a ideia de proximidade fácil que precisamos. Humanos que somos, o calor das relações, dos abraços, do dia-a-dia, faz-nos falta. Tanta falta.

Motivos pessoais ou profissionais levam-nos aos écrans – do computador ao telemóvel – para buscarmos o outro, a decisão, o riso, o dever cumprido.

Olhando para o que projectamos, chego à conclusão que não cuidamos dessa imagem que partilhamos via tecnologia, como se o écran fosse uma espécie de filtro. Pode até ser, mas não faz milagres.

Podemos apresentar-nos de forma a não parecer que caímos da cama naquele instante? Podemos apostar na objectividade quando ela é precisa? Podemos ter a voz ‘à temperatura’ certa, evitando os falsos arranques que tanto ruído inflige na linha?

Podemos, sim. E não, não é acessório. Sobretudo quando trabalhamos activamente na construção ou na consolidação da nossa marca pessoal.

Conselhos fáceis de implementar, mesmo em tempo de ‘quarentena’:

  1. Estabilizar écran de forma a recolher imagem ao nível do olhar. Fácil, não é? E assim evitamos as ‘imperfeições’ à vista de baixo para cima, a imagem tremelicante entre outras idiossincrasias da ‘imagem moderna’!
  2. Acordar a voz no duche, sempre bom pela hidratação extra. Assim evitamos o pigarrear nervoso e irritante que incomoda qualquer conversa, quanto mais uma conversa à distância de um écran!
  3. Decidir pontos a trabalhar, o que quero dizer aos outros, tarefas a distribuir, o que for. Sobretudo nesta altura, em que muito temos de fazer – entre tarefas de trabalho real, apoio à casa e/ou a familiares –, conviria que respeitássemos tempos, duração de conversas e reuniões.

Daqui sobra tempo para as conversas de ‘deitar fora’ que nos fazem falta, aquecem a alma e ainda nos ajudam a gerir, os nossos estados emocionais.

Acredito eu, no geral e também aqui em particular: apresentarmo-nos no nosso melhor tem impacto. A começar em nós!

 

Be Great!

16 de Março, 2020

estudo em tempo de recolha

claudia nogueira

recolhermo-nos tem, efectivamente, um bom pressuposto: tempo para nós.

paremos então de disfarçar com o tempo que não temos habitualmente, por corridos que nos sentimos entre tarefas e afazeres múltiplos. paremos a urgência de fazer por outros, para evitar pensarmos. no que nos faz falta, no que nos poderia melhorar. no que nos poderia tornar mais fortes. 

façamos por nos tornar mais fortes. como? 

dois caminhos - mais imediatos - me surgem de imediato: ler e estudar.

ler para nos ampliar as vistas que por estas semanas vão estar confinadas no espaço. arejemos as vistas, com novos personagens, com novas vidas, com enquadramentos diferentes. abre-nos a cabeça e torna o coração mais criativo:)

estudar para melhorar as nossas competências. teremos palco - a nossa casa -, os mais atrevidos terão audiência - a família -, com quem testar aprendizagens. porque não?

a minha contribuição, para os que quiserem melhorar as suas skills de comunicação, é partilhar o Manual de Comunicação 2020. se quiser o seu, envie pf mail para: claudianogueira.training@gmail.com

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Be Great!

13 de Março, 2020

Aos novos líderes

claudia nogueira

Vivemos tempos conturbados. Das decisões difíceis, das decisões que afectam, de verdade e na essência, as vidas de mais ou menos pessoas sob nossa responsabilidade. É um amargo de boca que surja desta forma, por uma nova forma de peste, e, no entanto, este é o momento em que reconheço quem se tem destacado na tomada de decisões, quem tem liderado de verdade nesta incerteza.

Por todo o lado lemos mensagens de quem encerra temporariamente os negócios, de quem pede às suas equipas que trabalhem a partir de casa. Lemos e ouvimos conselhos genuínos cuja única intenção é contribuir para que a linha de contágio se quebre. Ao longo da semana, temos sido tocados por quem decidiu mesmo antes das notícias ou das decisões maiores que afectam todo o país, sem prazo certo à vista.

Há quem decida com base no seu instinto, na sua melhor capacidade de perceber quanto pior poderá ser se outro rumo for decidido, há quem decida na urgência, com a pouca informação que caracteriza uma CRISE, tal como neste momento que vivemos. E, no entanto, não deixam de decidir! Avançam porque sabem que enterrar a cabeça na areia não é solução.

Quem decide assim está no terreno. Percebe o que se passa. Está disponível para liderar, naturalmente. Estes são os líderes do momento. Que com mais ou menos medo avançam. Carregariam os seus – família, equipas, clientes, quem for – daqui para fora, seja lá onde isso for!

Este é o momento destes líderes – recentes e menos recentes – perceberem que o seu papel é vital nestes dias! Mas também será nos próximos, pois haverá mais mundo depois e que guiar os seus é fundamental, depois de lambermos as feridas, para nos tornarmos mais fortes.

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Liderar não é fácil, bem sei, que o aprendi na pele. Mas o mundo fica bem melhor quando nos sentimos inspirados pelo exemplo, pela força de vontade de alguém que acredita uma réstia mais no caminho escolhido. Que acredita, sobretudo, no resultado a que vamos chegar.

 

Olhos no futuro, por favor!

 

 

09 de Março, 2020

não é o que disseste, mas como disseste

claudia nogueira

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dizem os observadores mais comuns que o perigo está no tom que imprimimos às palavras que escolhemos dizer. qualquer casal já observou entre si que os momentos mais tensos correspondem à forma - ainda que as palavras possam não ter sido assim tão bem medidas:)

nos dias que correm escrevemos mais do que falamos, seja por sms, mails, WhatsApp. instigamos a ideia de resumo, de assertividade em posts corridos que se baseiam numa ideia. e resistimos-lhes. resmungamos por que tanto mais há para dizer.

e ainda assim, com o esforço de democratização da palavra, tendemos a olhá-la pelo ângulo do formalismo. e para quê?

porque queremos impressionar - de vez em quando -, não queremos fazer más figuras - de quando em vez -, ou simplesmente não arriscamos inventar a roda que alguém já escreveu. e recorremos ao mesmo conteúdo que lemos e recolhemos de sites, artigos, brochuras ou apresentações.

para nossa surpresa, muitas vezes não resulta. as caras à nossa frente, os olhos que nos avaliam, vão à sua vida para ‘dentro’ ou para o telefone. para listas de afazeres e preocupações ou para agenda e redes sociais mesmo ao dedo de semear.

o que fazer?

não perder de vista - POR FAVOR - que falar não é escrever. ainda que haja um guião, o circuito de palavras não pode ser o mesmo. ainda que soe lindamente dentro da nossa cabeça, não! por favor, não!

mesmo que a escrita seja mais por meios menos formais.

tenhamos então atenção ao que dizemos, não só ao que nos sai pela boca mas também ao como. o tom que escolhemos, a carga que vamos depositar em cada palavra. a história que acompanha essa carga.

e não vamos perder de vista o que queremos que aconteça, assim que as palavras saiam. queremos lançar a dúvida? ou queremos que ajam em nossa volta? o tom a adoptar não terá nada a ver entre as duas, certo? queremos inspirar ou simplesmente queremos que quem está na nossa frente se reveja nas nossas palavras?

de uma forma positiva, construtiva: tenhamos mais atenção às palavras e, com elas, às ligações que estabelecemos. às relações que criamos. indecentemente se são pessoais ou profissionais. sendo cada um de nós apenas uma pessoas, seremos tudo o que conseguirmos ‘pôr’ dentro, seja de casa seja do escritório, do ginásio ou de onde for.

 

Be Great!

02 de Março, 2020

socorro, não sei ser informal

claudia nogueira

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falar perante outros levanta em nós o medo instintivo. o medo básico! talvez seja este medo de falhar, de ser posto de parte ou ignorado pelos outros, que acciona o mito da formalidade.

a voz torna-se monótona, o discurso palavroso e o corpo rígido, numa atitude maçadora que desliga a atenção dos que estão na nossa frente.

para quê a formalidade?

para cumprir com uma ideia de que é o que os outros valorizam. quem?

de que é o padrão cumprido. para quê?

e, no entanto, adoramos ser surpreendidos por alguém que arrisca a diferença. que chega a quem tem pela frente. por quem consegue motivar ou inspirar um cordão humano em redor de um acontecimento. por quem consegue articular um discurso simples, de fácil entendimento. de acção imediata. de quem, pasme-se!, deixa o formalismo para outros e para outros tempos.

se outros conseguem, o que nos impede?

não precisa de mudar o tratamento. não precisa de deixar os seus temas de lado. há em todos os sectores alguém que consegue simplificar, descomplicar temas incompreensíveis. porque não ambicionar o mesmo?

 

Be Great!